scurra Atticus
helium magellanicum olivam


venio ad lateris hoc ratis
in tardioris talarium in obsolete festum
stultis manus, cerebro torpet
quod monachus claustralis sororis mihi.

ollam cum tristitiam meam
ad celsas pertur in amnis
Et cremati cinis de me esse?
vel stultum carmen in mandolin?

hac gravi uorago
Adde, sum hominis nequam lapillus
per fragmente amore, quamvis avidus
cruciatur anima mea quæ permanet!

Sed certitudo remanet una
ut me ad avaritia gressibus inlapsum
quæ in perpetuam comprehendo: rufus, purpura,
ego semper imi derisor scurra ...


bufão
Hélio Magalhães de Oliveira

chego à amurada desta remota nau
lento bailado num obsoleto sarau
mãos tolas, meu cérebro entorpecido
em mim enclausurado qual frade arrábido.

porto vaso alquebrado de tristezas
a lançar azoado em fortuita correnteza
seriam cinzas cremadas de mim?
ou néscia música impelida em bandolim?

tirante todo esse baço lodaçal
além, não passo de desvalido calhau
por baga de amor, embora retenha ávido
resta-me escassamente o imo condoído!

Não obstante, resiste única certeza
guardo-me atrapalhado à minha avareza
o que abarco: rubro, carmesim
eu, perpetuamente, bufão arlequim...