poetica triadem
Olaf bilaspour

(accommodatæ: helium magellanicum olivam)

in nocte illa, cum in me
osculis duobus inter se non recessurum,
ego in oculis meis lacrimis, et dixit:

imple hebdomadam dierum hujus aurora!
quasi nidum tuum thalamos cubiti olentia...
videam quanta tenebris est?

Ut me ad vos vultis relinquere, et Tristis sola,
habuit tenebris et in frigore pectus
In frigore et tenebras in via tractabatis?

nolite audire? ventum? illud tempestatumque
ne proiicias me in turbine et pluvia;
egressus de tuum lecto?

cupiens saturari dolor et absentis tu ...
Manere! usque ad diem lucet,
custodi me et calefactus per adolescentia tua.

quieti gremio caput tuum
quomodo ante quievit ...
diutius expectare! et fiat lux

quæ aperuit illam, arma. Ego mansit.


Tercetos
OLAVO BILAC

Noite ainda, quando ela me pedia
Entre dois beijos que me fosse embora,
Eu, com os olhos em lágrimas, dizia:

"Espera ao menos que desponte a aurora!
Tua alcova é cheirosa como um ninho...
E olha que escuridão há lá por fora!

Como queres que eu vá, triste e sozinho,
Casando a treva e o frio de meu peito
Ao frio e à treva que há pelo caminho?!

Ouves? é o vento! é um temporal desfeito!
Não me arrojes à chuva e à tempestade!
Não me exiles do vale do teu leito!

Morrerei de aflição e de saudade...
Espera! até que o dia resplandeça,
Aquece-me com a tua mocidade!

Sobre o teu colo deixa-me a cabeça
Repousar, como há pouco repousava...
Espera um pouco! deixa que amanheça!"

E ela abria-me os braços. E eu ficava.