exstincta
helium magellanicum olivam


Et dies fuit, sed
sol ortus confringetur
in ruina, et nihil me mundare
ego erat inops et cinereo ...

Et fuit vespera, et
nocte, non esse rubei
vel concerns suo post meridiem,
nec ratio, iudicium, aut provisum.

Erat autem nox, et
vel Hypnos aut Morpheus
inter sidera clausa
nulla sine motu excusat

Et abiit perturbatio et inquietudo
palpitat et exstinguit effervescentia
pectus cadit, spiritum, et ardorem evanescit
morte rapiebatur, et tempestas luxuriae.

Regum, deos et dæmones, omnes quisquilias.
sine strepitu, nihil movi, non vigore.
gemere finiti, parum reliquias:
exstincta seditio. Arenam, et ossa mea!


Extinta
Hélio Magalhães de Oliveira

Era dia, mas
o sol amanheceu quebrado
em pane, nada me clareou
eu fiquei cinza e desvalido...

Era tarde, e
a noite arroxeada não acorre
nem suas vespertinas inquietações
nem razão, juízo ou disposição.

Era noite, porém
nem Hipnos nem Morfeu
entre estrelas estancadas
sem desculpas ou movimento

Apaga-se agitação e desassossego
desmaia palpitação e efervescência
cai-se peito, fôlego, furor e cio
morte do arrebatamento, procela e arruaça.

Reis, Deuses, Demônios e todo o lixo
sem alvoroço, celeuma, comoção ou viço
estremecimento findo, pouco resta:
a sedição extinta. Areia e ossadas!