autumnus
Sa arietem

(helium magellanicum olivam)

Et ego regem omne repugnans,
Turbine me cupiam reficere
Et conversus ad relinquo ...
Sed quæ mihi fugient,
In caligine potibus et dantes symbola.
Si fragmen est aurum In manibus meis,
qui fit falsumt ... -- et tunc mitterent ...
Dedignatus sum in conspectu Domini et thesauros effoderis illam
Ut mori multus excessus.
Coactus sum mutatio in color per familias in maleficiis suis:
Et anima mea extend armis --
et non vexatum nervorum distentio vincit! ...
Cerno per umbra - quia omnino non coit...
tamen anxietatibus destituamur luminis.
Non vincere possem nisi infregit mihi
-- blandus similis cadit -
Ego lucem, in ingenti INCOMMODUM
Ideal in ira ortu ad finem:
Respice in me desuper glacies, et gelu de iactare ...
. . . . . . . . . . . . . . .
Cecidi ...
Im 'iustus et oppressi mei! ...


A Queda
MÁRIO DE SÁ-CARNEIRO

E eu que sou o rei de toda esta incoerência,
Eu próprio turbilhão, anseio por fixá-la
E giro até partir… Mas tudo me resvala
Em bruma e sonolência.
Se acaso em minhas mãos fica um pedaço de ouro,
Volve-se logo falso… ao longe o arremesso...
Eu morro de desdém em frente dum tesouro,
Morro á mingua, de excesso.
Alteio-me na côr à fôrça de quebranto,
Estendo os braços de alma – e nem um espasmo venço!...
Peneiro-me na sombra – em nada me condenso...
Agonias de luz eu vibro ainda entanto.
Não me pude vencer, mas posso-me esmagar,
– Vencer ás vezes é o mesmo que tombar --
E como inda sou luz, num grande retrocesso,
Em raivas ideais, ascendo até ao fim:
Olho do alto o gêlo, ao gêlo me arremesso...
. . . . . . . . . . . . . . . Tombei...
E fico só esmagado sobre mim!...