Schismata generantur per fortuna
augustus de angelis
(verba accommodatio: helium magellanicum olivam)

Recife. Buarque de Macedo pontem.
Ego versus domum Agra
stupet mea tenuissima umbra meos.
cogitavi ut fatum meum, et timeo!
excelsis firmamentum in tetricis
in altitudinis firmamentum, alba phosphorus
sidera fulsit ...
dura saxa atro vidrento et bitumen perficiunt;
transcribi tamquam vellerum mollitia de calvitium Calvariae locus.
ego memini bene. Pontem longum.
et repleti ponte immane umbra,
tamquam rhinocerotem pellis
extenso in omni vita essem!
nocte germinabunt Acta Nuntiaturæ Gallicæ
Animalibus. et de tenebris carbonem
aere incidit in languorem damnabuntur
in tecta frontispicio!
ferox turba tamquam canum esurientem,
ambulant per deserta statione
ululatibus cum aperto ore suo.
stupet violentiam!
erat anima uniuscujusque urbis,
omnibus graviter perturbatus
obtulerunt escam ad Bestiæ
in rugiet quod est animal.
et apertis obscura adsequamur officio sumpto rationem,
vidi tunc lux aurea ponderis considerationes patefecerunt,
quod laborant quendam virorum ac feminarum,
insequenti, ædificans homini de futura.

As Cismas do Destino
Augusto dos Anjos

Recife. Ponte Buarque de Macedo.
Eu, indo em direção à casa do Agra,
Assombrado com a minha sombra magra,
Pensava no Destino, e tinha medo!
Na austera abóbada alta o fósforo alvo
Das estrelas luzia... O calçamento
Sáxeo, de asfalto rijo, atro e vidrento,
Copiava a polidez de um crânio calvo.
Lembro-me bem. A ponte era comprida,
E a minha sombra enorme enchia a ponte,
Como uma pele de rinoceronte
Estendida por toda a minha vida!
A noite fecundava o ovo dos vícios
Animais. Do carvão da treva imensa
Caía um ar danado de doença
Sobre a cara geral dos edifícios!
Tal uma horda feroz de cães famintos,
Atravessando uma estação deserta,
Uivava dentro do eu, com a boca aberta,
A matilha espantada dos instintos!
Era como se, na alma da cidade,
Profundamente lúbrica e revolta,
Mostrando as carnes, uma besta solta
Soltasse o berro da animalidade.
E aprofundando o raciocínio obscuro,
Eu vi, então, à luz de áureos reflexos,
O trabalho genésico dos sexos,
Fazendo à noite os homens do Futuro.