Iter ultimum mea
helium magellanicum olivam


Et ut cito mihi
Charonem, portatorem ad inferno,
tantibus æternam
in funus ejus nave thalamego.

In primogenito Erebo et Nocte
dolorem et flagellum quod
terminationem lumen
semper sternit face sui

tabellarius profugus animarum
semper in tenebras suas,
intra infernus flumina
claudendo mea partibus.

Deus senex, strenuus et pecuniæ amatores;
difficilem nam mortuis
nusquam minus quam denarium
et non magis quam tria

post Stygium
quam etiam in Acheronta
et factæ sunt umbræ mortuorum
tanti prænuntia incommoda ...


Derradeira viagem
Hélio Magalhães de Oliveira

Levar-me-á em breve
Caronte, barqueiro do inferno
a um pesadelo eterno
em sua barca fúnebre.

nascido de Érebo e da Noite,
como a dor do açoite
cessação do que é luzerno
sempre com seu rosto severo

portador das almas migratórias
sempre em vestes sombrias,
nos flúmens infernais
remate de minhas festas saturnais.

Deus velho, vigoroso e avaro,
inflexível ao morto ignaro
nada menos que um óbolo
nada mais que trÍs óbolos...

para além do Estige
bem além do Aqueronte
co'as sombras dos mortos
prenúncio dos desconfortos...